Curta do dia
APOLOGIA À MACONHA
Fumem maconha!
No meu lugar
Como esse Jesus do Subúrbio está tomando muito do pouco tempo que eu tenho pra atualiza esse blog, eu vou passar a fazer mais esporadicamente, acho que de quinze em quinze. Vou escrever mais coisas. Como essa musiquinha fuleira que eu fiz em cinco minutos.
Guarda Paulinho roubou meu revólver
Cidadão de bem
Como eu não tem
Sem medo e sem temor
Seja aonde for
Sempre com meu revólver a mão
Sempre nas brigas com disposição
Porém um belo dia
Entrei numa fria
Eu desci o pau
Num policial
Depois de um belo soco no rosto
Guarda Paulinho acertou meu pescoço
Cai no chão
Sem sentir a mão
Talvez pela pisada
Não senti mais nada
Guarda Paulinho roubou meu revólver
Levou pra polícia, sou mesmo sem sorte
Já no outro dia
Com minha mão doída
Fui ver Guarda Paulinho
Aquele safadinho
Guarda Paulinho que roubou meu revólver
Me deu um chiclete e também boa sorte
Pedi refrigerante em lata
E fui para outra sala,
A do delegado
Sou mesmo azarado
O delegado soube do meu revólver
Hoje estou preso desejando a morte
Suuuuuuucesso!
Jesus do Subúrbio - Parte 3
-O senhor é minha última chance.
-Você...
-Desculpa.
-Que nada.
-Não sei como lhe pagaria se conseguisse me ajudar...
-Sua gratidão é minha felicidade.
-Então, –ela o cortava rapidamente- explique-me seus planos para achar o delinqüente?
-Pensei em ter a senha de acesso ao seu e-mail para ver com um amigo meu perito em computadores se ele acharia algo sobre esse e-mail fantasma.
-Tudo bem, tenho plena confiança no senhor.
Ela escreveu seus dados num papel, inclusive o telefone.
-Me ligue se precisar de qualquer coisa e para me contar novidades.
-Oh, claro...
-Então...
-Bem, até logo. Vou tentar começar a resolver isso o quanto antes.
-Até logo.
Cumprimentaram-se e foram para casa, Rasha esperançosa de achar alguém que resolva seu caso e Sherlock esperançoso de conseguir algo com ela. Era mais um incentivo para ele dar seu melhor e conseguir resolver o caso o quanto antes e de modo a conseguir o amor de Rasha.
Chegou em casa e já ligou o notebook. Tirou os sapatos, preparou um suco de laranja e foi começar as investigações. Entrou no e-mail de Rasha e viu a mensagem:
NEM MAIS UMA MATÉRIA, OU JÁ SABE
547832690
A ameaça soou normal, mas e o número? O que teria a ver aquele número no lugar de uma assinatura? Deixou pra lá por enquanto e foi consultar seu amigo Thomas Noone, perito em informática.
Chegou lá por volta de sete da noite.
-Thomas!
-Shelley! –como o chamava.
Jogaram conversa fora e Sherlock começou a explicar a situação.
Thomas Noone era um hacker do serviço secreto inglês. Durante uma invasão no sistema principal ele cometeu um erro fatal e não deteve a entrada. O serviço secreto teve grandes perdas e demitiu Thomas que consegue bicos aqui e acolá, além de receber uns trocados de Sherlock por ser seu homem de confiança no meio.
-Realmente, muito confuso esse e-mail. Vou tentar rastrear alguma coisa.
-Se você conseguir me ajudar eu pega aquela mulher. Você precisa ver, é perfeita. Baixinha, mas perfeita.
Após alguns segundos...
-Rápido Shelley, largue o suco de laranja e se apresse.
Thomas mostrou um pedaço do e-mail que conseguiu.
@gazetadepirinopolis.com.br
Jesus do subúrbio - Parte 2
Às seis da manhã do dia seguinte Sherlock já estava acordado e tomando café. Foi mais cedo para o jornal para adiantar o trabalho. Saiu mais cedo para almoçar e ligou para a misteriosa mulher que lhe levaria seu próximo caso.
-Senhor, quer CDs ou D...?
-Não, obrigado. – interrompeu prontamente.
Pediu o de sempre: filé de boi ao molho madeira e suco de laranja. Acabou o seu almoço e a mulher não havia chegado, pacientemente pediu outro suco para aguardar. Chega o suco e minutos depois uma mulher o aborda:
-Com licença...
-Sim? – responde ele, virando lentamente a cabeça em direção da moça.
-O senhor é o Sherlock Roumes?
-Em carne, osso e suco de laranja! – diz ele levantando o copo – aceita?
-Não, obrigada. Porventura, sou a mulher com quem falou ao telefone ontem à tarde. Vim lhe trazer o caso do qual falei.
-Ah, claro. Sente-se por favor. Qual a sua graça?
-Rasha.
-Um tanto estranho – disse com um risinho sem graça no canto da boca.
-Egípcio...
-Descendência?
-Não, meu pai apenas achou bonito. Ele viveu alguns poucos anos lá.
-Entendo... Mas é um bonito nome.
-Obrigada.
Era estonteante: pele deliciosamente bronzeada, corpo perfeito e um tanto mais baixa que o nosso herói: cerca de 1,65m contra certa de 1,90m. Olhos claros, um misto de azul e verde. Sotaque suave e conquistador, com certeza não era Pirinopoliana. Cabelos longos, lisos e loiros, além de muito bem tratados. Corpo perfeitamente torneado. Colocou alguns papéis na mesa. Aliás, majestosas mãos macias. Começou a explicar o caso a Sherlock:
-Eu trabalho no Jornal Municipal de Pirinópolis. – era o maior concorrente da Gazeta de Pirinópolis – Ultimamente venho recebendo algumas ameaças com remetente fantasma. Já tentei muitos detetives, porém nenhum conseguiu resolver. Ouvi boas recomendações quanto a você... o senhor...
-Pode me chamar de você mesmo.
-Então, muita gente me falou bem de... você... e resolvi tentar.
-Faço o que posso e tento ser feliz. – movia as sobrancelhas alternadamente de um modo galanteador.
-O senhor é minha última chance.
-Você...
-Desculpa.
-Que nada.
-Não sei como lhe pagaria se conseguisse me ajudar...
-Sua gratidão é minha felicidade.
Jesus do Subúrbio - Parte 1
Fria manhã de segunda-feira quando Sherlock Roumes acorda num dia propício à aventuras policiais. Só não nevava porque é Brasil e no Brasil não neva. Mas se fosse Argentina nevaria. Mas a partir de agora no Brasil neva. Em meio à neve estava o pequeno prédio situado na fictícia cidade de Pirinópolis onde mora nosso herói. De manhã trabalha no jornal local, a Gazeta de Pirinópolis e nas horas vagas dá uma de detetive quando não está no bar mais próximo. Aliás, Sherlock é um freqüentador assíduo de bares, o que dá mais alguns capítulos para nossa história. Explicado o nosso herói vamos à cidade de Pirinópolis.
Pirinópolis é uma cidade fictícia, com pessoas fictícias, um jornal fictício e o nosso herói fictício. Ela se situa próxima ao rio São Filipe que não vai ser de nada importante para a nossa história. Tem dois shoppings, um que vive cheio e outro que vive vazio. Roda e vira tem uma “super-atração” que chama metade da população, como quando vem um time de futebol da primeira divisão para jogar contra um time local. Bem, Pirinópolis é uma cidade pacata e miúda que não tem muito o que se falar, por isso vai diminuir a nossa história. Mas finalmente vamos começar a história.
6:00AM - Fria manhã de segunda-feira quando Sherlock Roumes acorda. Toma o seu café da manhã e faz sua atividade matinal. Às 6:45 está saindo de casa para ir para o seu trabalho no jornal local. Como sempre, nada de mais no caminho e ele chega normalmente. Lê as notícias e escreve as matérias. Terminado o expediente ele vai almoçar num bar/restaurante e pede o de sempre: filé de boi ao molho madeira com suco de laranja. Como sempre, vem um vendedor de CDs e DVDs e antes de ele falar “DVDs” Sherlock prontamente recusa. O resto do dia ele passa esperando ligações em seu escritório e pensando em alguma matéria arrasadora como ele nunca fizera. Há anos essa era a rotina de Sherlock Roumes. Há anos, até ele receber um caso arrasador. Um caso difícil que no final renderia uma matéria arrasadora. Ele aceita. O caso foi dado por uma mulher ao telefone, marcaram para se encontrarem no dia seguinte...
Ainda não encontrei o que procuro
Tanto tempo no limo me fez voltar agora, não sei porque raios. Não tenho tento nem pra escovar os dentes direito, escola é foda. Mas depois de tanto falar mal de tudo, tô de volta (palmas). Então com sorrisos nos seus rostos eu me despeço por hoje. Mas pra quem eu falo? Ninguém entra em blogs! Bah, foda-se.