Jesus do subúrbio - Parte 2
Às seis da manhã do dia seguinte Sherlock já estava acordado e tomando café. Foi mais cedo para o jornal para adiantar o trabalho. Saiu mais cedo para almoçar e ligou para a misteriosa mulher que lhe levaria seu próximo caso.-Senhor, quer CDs ou D...?
-Não, obrigado. – interrompeu prontamente.
Pediu o de sempre: filé de boi ao molho madeira e suco de laranja. Acabou o seu almoço e a mulher não havia chegado, pacientemente pediu outro suco para aguardar. Chega o suco e minutos depois uma mulher o aborda:
-Com licença...
-Sim? – responde ele, virando lentamente a cabeça em direção da moça.
-O senhor é o Sherlock Roumes?
-Em carne, osso e suco de laranja! – diz ele levantando o copo – aceita?
-Não, obrigada. Porventura, sou a mulher com quem falou ao telefone ontem à tarde. Vim lhe trazer o caso do qual falei.
-Ah, claro. Sente-se por favor. Qual a sua graça?
-Rasha.
-Um tanto estranho – disse com um risinho sem graça no canto da boca.
-Egípcio...
-Descendência?
-Não, meu pai apenas achou bonito. Ele viveu alguns poucos anos lá.
-Entendo... Mas é um bonito nome.
-Obrigada.
Era estonteante: pele deliciosamente bronzeada, corpo perfeito e um tanto mais baixa que o nosso herói: cerca de 1,65m contra certa de 1,90m. Olhos claros, um misto de azul e verde. Sotaque suave e conquistador, com certeza não era Pirinopoliana. Cabelos longos, lisos e loiros, além de muito bem tratados. Corpo perfeitamente torneado. Colocou alguns papéis na mesa. Aliás, majestosas mãos macias. Começou a explicar o caso a Sherlock:
-Eu trabalho no Jornal Municipal de Pirinópolis. – era o maior concorrente da Gazeta de Pirinópolis – Ultimamente venho recebendo algumas ameaças com remetente fantasma. Já tentei muitos detetives, porém nenhum conseguiu resolver. Ouvi boas recomendações quanto a você... o senhor...
-Pode me chamar de você mesmo.
-Então, muita gente me falou bem de... você... e resolvi tentar.
-Faço o que posso e tento ser feliz. – movia as sobrancelhas alternadamente de um modo galanteador.
-O senhor é minha última chance.
-Você...
-Desculpa.
-Que nada.
-Não sei como lhe pagaria se conseguisse me ajudar...
-Sua gratidão é minha felicidade.


1 Comments:
oie
tudo?!
haha to gostando da historia...
num disse q vinha to aqui...
bom so mesmo pra te deixa um oi !
Bju fui...
Post a Comment
<< Home